quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Igreja = Corporação - parte 3 - Negócios


A IJCSUD tem investimentos em muitas empresas, em um  complexo emaranhado de ligações.

Alem do já mencionado braço imobiliário, tem outra Holding de sua propriedade, para administrar suas mais importantes empresas com fins lucrativos: a Deseret Management Corporation (Publicações, comunicações e outras).


Uma das suas subsidiárias é a Bonneville International Corporation, da qual por sua vez, como exemplo, é subsidiária a Bonneville Communications.

 
Apenas para dar uma idéia de como se fala em holdings e subsidiárias.

http://www.answers.com/topic/bonneville-international-corporation

"A Bonneville International Corporation opera a TV Salt Lake City, e também KCSG KSL-TV em St. George, Utah, além de 15 estações de rádio em Salt Lake City, Chicago, San Francisco, Los Angeles e Washington DC.

"A empresa é uma subsidiária da Deseret Management Corporation, uma holding controladapela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (SUD). A própria subsidiária Bonneville produz a Bonneville Communications [...] "(Meu grifo)
 

Em família: negócios e profecias

Apenas um exemplo:

Pequena parte do texto:

"Deseret Management é uma corporação de propriedade da Igreja - na verdade, criada em 1996 pelo tio do irmão Willes, o Presidente Gordon B. Hinckley.

 "Ele administra a maior parte dos negócios da Igreja, com fins lucrativos, tais como o jornal Deseret News, Deseret Book, Beneficial Financial Group, Bonneville International Corp. (incluindo KSL-TV e estações de rádio Bonneville), Hawaii Reserves Inc., Temple Square Hospitality Corp. and Zions Securities Corp."

Deseret Management Corporation
Extraindo algumas informações:

1 - Deseret Management é de propriedade da Igreja, e foi criada em 1996 pelo Presidente Gordon B. Hinckley, que administra as principais empresas com fins lucrativos (conforme algumas relacionadas no texto).

O sobrinho de Hinckley assume a direção da principal empresa da SUD.

Mark H. Willes hoje dirige a empresa que administra a maioria das empresas com fins lucrativos da Igreja.

2 - Objetivo principal: Maximização de lucros

"O irmão Willes sabe que seu principal objetivo é gerenciá-los da forma mais eficaz possível "porque a Igreja investe nessas empresas, e a Igreja - como qualquer outra - merece ter um bom retorno em seus investimentos."

3 - Reuniões de negócios: Eles atuam como empresários!



"Quem mais pode apresentar um relatório a um conselho administrativo composto pela Primeira Presidência, por três membros do Quórum dos Doze e para o Bispado Presidente? Isto é como estar no céu."

Está explicado! Com tantos negócios que precisam de atenção e reuniões, fica pouco espaço para receber novas revelações.


"O Presidente Thomas S. Monson, na nomeação do irmão Willes no mês passado para substituir o aposentando Rodney H. Brady, disse: 
" 'Mark traz um rico conhecimento na experiência empresarial, e é muito respeitado na comunidade de negócios internacionais. Estamos ansiosos para trabalhar com ele..' "

E a afortunada multinacional, que explora de um lado negócios, e de outro, uma igreja, continua enchendo os cofres de Sião!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Igreja = Corporação - parte1

The Book of Mammon

The Book of Mammon: A Book About The Corporation That Owns The Mormons

Há um comentário bem interessante em:

Abaixo, alguns trechos:

"- Podemos dizer sim, que há uma corporação que, de um lado administra e suga uma igreja com voluntários e doações, e de outro lado controla empresas com seus lucros e executivos bem pagos. Empresas que são ou foram capitalizadas com recursos originalmente oriundos dos membros da igreja. 

Assim fica fácil dizer que dirigentes da Igreja doam seu tempo (quando tem gordas retiradas em empresas).

É possível que o esquema sirva para evasões fiscais (que são artifícios legais para pagar menos impostos) por parte das empresas controladas pela Corporação.

Por exemplo: Uma empresa destas reduz seu lucro tributável fazendo doações (quando podem ser abatidas) para a Igreja (= Corporação) e a Corporação retorna em investimentos nesta empresa (quando normalmente, a empresa pagaria imposto sobre o lucro pleno, para incorporar o saldo dos lucros ao capital).

Veja o esquema abaixo:


Não é complicado.

1 - Os membros pagam seu dízimo

2 - A igreja, que recebe o dinheiro, repassa todo o valor ao Escritório Central, em Utah

3 - Boa parte do dízimo é investido nas empresas da própria igreja (Mórmon Inc)

4 - Certamente, com investimentos constantes, as empresas geram lucros

5 - As empresas da igreja devems pagar, anualmente, impostos. 

6 - Para escapar de parte destes impostos, elas doam parte de seus lucros para a caridade.

Este tipo de doação é dedutível do imposto, diminuindo consideravelmente o valor a ser pago.

7 - Um pequeno grande detalhe: a instituição de caridade que recebe essas doações nada mais é do que a própria igreja mórmon!

8 - A igreja mórmon volta a aplicar o valor recebido em suas próprias empresas, com o acréscimo de mais dinheiro dos dizimistas.

9 - E a igreja Inc. enriquece cada vez mais...

O questionamento maior, é sobre o quanto é realmente destinado a benefícios sociais (membros ou não) em relação ao que é arrecadado e destinado ao acúmulo de bens (perpetuação) e manipulável em benefício dos controladores e/ou seu grupo.

- E o culto é público? (conforme demanda a lei que regula a Corporation Sole)
Ainda que, por exemplo, a Igreja Católica também coloque tudo em nome de bispos das respectivas dioceses, há uma diferença marcante entre as instituições. Católicos fazem contribuições livres e espontâneas. 


 
Já os mórmons, além de doações livres, tem o dízimo como uma condição ao acesso a seus templos. 




CORPORATION OF THE PRESIDENT OF THE CHURCH OF JESUS CHRIST OF LATTER-DAY SAINTS.

O que é isto?

É uma “corporation sole”.

Trata-se de um modelo jurídico muito peculiar, de origem católica apostólica romana. É uma pessoa jurídica de apenas uma pessoa.

Fica tudo em nome de um só indivíduo. Mas adotam um nome diferente para esta pessoa jurídica (que não se confunde com a respectiva pessoa física).

No caso, hoje deve é o Monson. Uma espécie de fiel depositário dos bens da igreja, mas com autoridade independente para praticar qualquer ato em relação a estes bens.  

Corporations sole

Algumas características:

- Tem autoridade plena, sem precisar consultar outros dirigentes;

- Não precisa prestar contas a ninguém;

- Membros da igreja não são co-proprietários.


A Igreja, desde o início, mostrou-se mais preocupada em ser uma Corporação do que qualquer outra coisa.

Sempre houve o Profeta e empresário, ou melhor empresário e profeta, uma tradição desde Joseph Smith com seu falido banco, e especialmente Brigham Young, com seus êxitos como colonizador, negociador e explorador. 
 

Conglomerado mórmon

Na igreja mórmon há um realce desproporcional de suas atividades empresariais. Desde o início, estas atividades foram importantes para sua sobrevivência e expansão.

Sobre fontes de recursos e alocações, observamos que:

a) Dízimo – a igreja refere-se a este como dinheiro de Deus. Deve ser aplicado exclusivamente na edificação do reino de deus, construção e manutenção de templos. 
 
Ajudar pobres? Não, pois os Templos cortariam o ciclo da pobreza, uma vez que seu acesso implica em ser virtuoso. E virtuosos progridem. Como se não houvesse outro caminho para se tornar virtuoso!

A igreja prioriza a construção de suntuosos templos,
valiosos para induzir ao pagamento de dízimos, e a absurdos sacrifícios. Estes templos servem para cerimônias inúteis e, em sua esmagadora maioria, pelos mortos.


b) Ofertas de jejum e outras, seriam para auxílios.
Mas, acrescentam que ninguém faz melhor em ajudar os pobres do que famílias, vizinhos, indivíduos. Soa como dizer que não é função da igreja ajudar os pobres.

c) Lucros de empresas da corporação, entre outros fins, servem para subvencionar com "ajudas de custo" as autoridades gerais. E gerar mais lucros, direcionando-os a empresas holding (com "status" de isenção de impostos). Assim, estas, reinvestem esses lucros.

A igreja não informa nada a respeito de suas finanças. As finanças da igreja são uma caixa preta. Não podemos saber que proporção do lucro obtido por estas holdings vai para doações, e quanto é destinado para seus executivos. Ainda, quanto permanece como lucros para novos investimentos – para acumular riquezas e gerar mais lucros. 


Igreja = Corporação - parte 2 - Holding

A Igreja SUD Inc - estrategista exemplar?

Em relação à polêmica sobre a fortuna em investimentos da igreja no City River Center, às vezes as notícias se referem à City Creek Reserve, Inc., uma afiliada de IJCSUD. 
 
Ainda, o projeto inclui sócios estratégicos como Taubman Centers, Inc., líder na área de varejo, Harmons Grocery Stores, e ainda Cowboy Partners, uma construtora de residências.

Outras vezes simplesmente fala ser um empreendimento da Property Reserve, Inc., o braço imobiliário da igreja. Uma holding isenta de impostos.

Para melhor compreensão, e também entender mais sobre como a igreja controla recursos muito além de seu próprio patrimônio, acomoda interesses financeiros, mantém seu "status" de isenta de impostos, será útil saber ou relembrar o que é uma holding
 
Já vimos em outra oportunidade que a IJCSUD é uma Corporation Sole (no caso a holding mãe).

Holding são empresas criadas para administrar outras empresas. Podem ser puras, com apenas esta finalidade, e mistas quando incluem operações relativas a bens e serviços. 
 
Servem também para facilitar sucessões, acomodar interesses de grupos familiares ou de empresas, e ainda, como no caso mórmon, em algumas de suas holdings, ser titular da condição de empresa isenta de impostos (devido à natureza de suas atividades).

Holdings são tipicamente utilizadas por grandes corporações
 
Um empresário, ou grupo, pode conseguir através de uma cadeia de holdings, com apenas 20% do capital, por exemplo, controlar uma empresa. Pode fazer acordos com outros grupos de acionistas, ou obter procurações de vários indivíduos para somar a seus votos.

Assim, uma holding A, com capital de $10milhões, pode controlar uma holding B com capital de $30milhões, que por sua vez controla uma empresa industrial C, cujo capital seja $70milhões.

Em Wikipédia há bom exemplo de holding mista, para ao mesmo tempo manter controle e acomodar interesses comerciais de parceiros.

A seguir, o caso específico em pauta. 
 

Instituição de caridade

É o que acontece no caso do empreendimento da igreja mórmon, que utiliza uma holding para ser controladora do Creek City Center.

A Property Reserve Inc. controla a City Creek Reserve Inc. na qual estão incluídos parceiros, e se destina a atividades que por sua natureza são tributadas.

Porém, a holding Property Reserve Inc. é o braço imobiliário da igreja, e tem o status de isenta de impostos.

http://www.taxexemptworld.com/organization.asp?tn=1214590

Categoria:Holding
Impostos: Isenta

Observe que esta holding consta como organização de caridade, isenta de impostos.
 
Mas...de onde vem seus recursos??

Ponha caridade nisto!
 

Esquema de evasão legal

Observe que no formulário que aparece no link acima, consta também:
Status de deductibilidade - contribuições dedutíveis;

Tipo de Fundação - Igreja.

Ora, em uma situação assim, onde um parceiro de empreendimento é uma instituição de caridade/igreja, é possível que aconteça algo como:

a) A construtora tem como sócio uma igreja (que é rica e ainda recebe dízimos e doações);

b) A empresa (ou demais sócios) faz doação à igreja, digamos de $ um milhão, e deduzem dos impostos;

c) A igreja retorna o valor de $ um milhão na forma de investimento (independente de onde vem estes recursos), ou não retira seus lucros (reinvestindo-os na sociedade)

Tudo dentro da legislação!
 
 


 

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Teorema de Kolob

A igreja SUD acredita que Colob (ou Kolob, em inglês) é uma estrela próxima à morada de Deus.

Esta citação encontra-se em pérola de Grande Valor, no livro de Abraão (que já foi extensivamente estudado e desmascarado neste blog). Mesmo assim, surgem toerias e teoremas e idéias sobre isso. 

Recentemente, encontrei este texto - apesar de não ser oficial da igreja, decidi publicá-lo aqui apenas para diversão.

Enviado por Lynn M. Hilton,
03-Nov-2008
Atualizado em 03-Nov-2008

"Deus e seu trono em Kolob estão no centro da Via Láctea. Kolob que é a primeira de todas as criações de Deus e é a maior (maior em massa) de todas as estrelas, e que:

"rege todas as estrelas que pertencem à mesma ordem que a base nos quais tu [Abraão]te encontras[terra]". 

As escrituras também estabelecem que o trono de Deus está no "meio [centro] de todas as coisas". 

O Teorema de Kolob propõe este esteja no centro da Via Láctea. Ao analisarmos a teoria de que Kolob fica no centro da Via Láctea percebemos que todas as estrelas que estão nos braços da espiral da Via Láctea giram em torno deste buraco negro. Há uma concentração maior de estrelas no centro da Via Láctea, tornando o Centro da Galáxia em volta do buraco negro um lugar de grande concentração de Luz. 

O período de rotação de um buraco negro é de cerca de mil anos. Aliás somente buracos negros possuem períodos de rotação assim tão elevados.

Ao adentrarmos um buraco negro o tempo começa a ir mais devagar até parar por completo, e das escrituras sabemos que no lugar onde Deus habita o tempo para: “Mas habitam na presença de Deus, em um globo semelhante a um mar de vidro e fogo, onde todas as coisas passadas, presentes e futuras manifestam-se para sua glória; e estão continuamente diante do Senhor.

No centro da galáxia temos a luz branca (celestial), um anel vermelho ao seu redor (terrestrial) e o anel externo azul (telestial).

Deus revelou a Moisés que ele havia criado "Mundos sem número". Também "E como uma terra com seu céu
passará, assim outra surgirá...".

A galáxia pode ser dividida em três regiões. Há três graus de glória na Ressurreição descrito em pormenor nas escrituras. 

Estas glórias são semelhantes a glória do sol, da lua e das estrelas. Cada um destes três lugares, Celestial, Terrestrial e Telestial, será a residência final de uma parte da humanidade depois da sentença e da ressurreição. A sua colocação será baseado em suas obras e de sua fé, enquanto na terra.

Há um lugar chamado "Trevas Exteriores". Que é a localização dessa escuridão exterior, o último lugar para o Diabo, seus anjos e os filhos da perdição é localizado fora dos limites da Via Láctea onde é escuro e frio.

A Terra está viva e tem seguido uma sequência semelhante a da alma humana. 

O Senhor explicou que "a Terra vive a lei de um reino telestial, porque cumpre o propósito de sua criação e não transgride a lei - Por tanto será santificada; sim, embora vá morrer, tornará a ser vivificada e suportará o poder pelo qual será vivificada; e os justos herdá-la-ão.

A terra foi antes criada espiritualmente. Foi vestida espiritualmente com vegetação e fauna. Os animais também têm espíritos. Em seguida, a terra se tornou um Jardim do Éden da glória terrestrial . Após a queda de Adão, a Terra se tornou maldita ou telestial, um lugar apto para o homem mortal e sujeito à morte. 

O profeta Enoque "olhou a Terra; e ele ouviu uma voz que vinha de suas entranhas, dizendo: Ai, ai de mim, a mãe dos homens; estou aflita, estou fatigada por causa da iniqüidade de meus filhos". 

Esta oração da terra será respondida após a segunda vinda de Cristo durante os mil anos do Milênio, o qual, haverá paz. Por último, a terra será celestializada quando ela voltar para sua órbita inicial sobre Kolob.

O Pai Celestial tem outros espíritos com quem ele coloca em outras terras na Via Láctea. Deuses descendentes são colocados em outros mundos, assim como nesta Terra. 

O profeta Joseph ensinou-nos que os habitantes de outros mundos são "salvos pelo mesmo Salvador como o nosso." Também muitos destes mundos agora são habitadas por outros filhos do Pai Celestial.

Deus administra seu reino de forma eficiente."

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Referências raciais são retiradas do Livro de Mórmon

Texto traduzido por A; Flauber

A Igreja Mórmon fez sutis, mas importantes mudanças nos cabeçalhos dos capítulos em sua versão online de sua escritura, O Livro de Mórmon, enfraquecendo algumas alusões racistas anteriores.

As palavras "pele negra" foram retiradas do resumo introdutório em itálico em 2 Néfi, capítulo 5, ao descrever a "maldição" que Deus colocou nos incrédulos lamanitas.


Formato atual do cabeçalho de 2 Nefi 5 - site oficial da igreja SUD


Mais adiante, em Mórmon, capítulo 5, onde os lamanitas
são chamando de "um povo escuro, imundo e repugnante" será mudado para "por causa de sua incredulidade, os lamanitas serão espalhados, e do Espírito deixará de contender com eles."


Atualmente, a versão antiga permanece on-line:


Os iníquos tornaram-se escuros, imundos e repugnantes.


Em ambos os casos, o restante do texto permanece inalterado.

Os membros da Igreja baseado em Utah de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias acreditam que fundador, Joseph Smith revelou um conjunto de placas de ouro de uma colina em Nova York em 1827 e traduziu o texto antigo em inglês. 


Desde sua impressão inicial, milhões de cópias foram distribuídas em todo o mundo em mais de 160 línguas.

Resumos dos capítulos foram adicionados em 1920, depois reescritos pelo falecido apóstolo mórmon Bruce R. McConkie, em 1981. 

Nesse mesmo ano, um verso que usou "branco e agradável" para descrever o que vai acontecer com os povos de pele escura, quando se arrependem foi mudado para "puro e agradável."


"Branco" mudado para "puro"

Críticos argumentaram que a alteração foi feita para resolver acusações de racismo, uma vez que a igreja baseada em Utah teve uma política racial que, até 1978, os negros eram impedidos de serem ordenados ao sacerdócio.

Não é assim, disse Royal Skousen, um professor de linguística na Universidade Brigham Young, que observou todas as alterações no texto de 1830 até o presente. 

Skousen disse Smith mudou de "brancos" para "puros" em 1840, mas deixou em outras partes do livro.
"Oito outros versos ainda usam a frase" Skousen disse. "Se [a Igreja] foi apenas de responder às sensibilidades, porque não teriam mudado todos os outros?"
Maldição foi mantida: os brancos e agradáveis tiveram sua pele escurecida!

Uma década depois, a Primeira Presidência aprovou pequenas alterações em alguns capítulos do Livro de Mórmon, explicou o porta-voz da igreja Michael Purdy.

Os ajustes descritos acima foram feitos em várias edições estrangeiras, incluindo português, espanhol e alemão. Os títulos originais permaneceram na maioria das edições em inglês até 2004, quando a editora Doubleday publicou a versão comercial do primeiro livro e implementou a edição.

Até este mês, os títulos de 1981 mantiveram-se na versão online da Igreja na lds.org. Quando a igreja atualizou seu site, as alterações da editora Doubleday foram incluídas online. A versão antiga continuará - por enquanto - nas versões impressas em inglês.  

"Quando estes tipos de alterações são feitas, são lançadas várias edições online e impressas, assim que estiverem disponíveis", 

disse Purdy em um comunicado. 

"Uma nova edição inglês de O Livro de Mórmon não está programada para ser impressa no momento. Uma vez que estas mudanças são tão pequenas, não é necessário incluí-las até que ele seja impresso."

Nathan Richardson, um estudante da BYU na época da edição da Doubleday, notou algumas mudanças e deciu fazer uma comparação lado a lado.
 
 Richardson, agora, uma fonoaudióloga e designer de livros em Orem, concluiu que as mudanças foram feitas para "clareza, mudança na ênfase e para ficar mais perto da linguagem das Escrituras." (Seu estudo pode ser visto no ldsphilosopher.com).

Skousen, editor de uma edição de Yale de 2009 do Livro de Mórmon, vê as mudanças como um aceno para os leitores contemporâneos.
 

Funcionários SUD não querem que os leitores se concentrem em "declarações abertas sobre a raça, que estavam nos  resumos de McConkie em 1981", disse ele. 

"Há uma interpretação [pessoal] simplesmente que você escolhe. Não é uma questão de desonestidade ou de tentar esconder as coisas ".

Os títulos on-line também mudam muitas palavras da linguagem arcaica para a linguagem moderna, Skousen disse. 

"Dada a nossa época, eu acho que eles fizeram a coisa certa."

Para Grant Hardy, um historiador SUD na University of North Carolina em Asheville que editou uma edição "leitor" de O Livro de Mórmon em 2005, as mudanças são interessantes.
 

Ainda assim, Hardy não acredita que opiniões racistas são extraordinariamente importantes na escritura Mórmon.
 
"Mesmo que receba muita atenção, não há muitos versículos que falam sobre a cor da pele", disse Hardy. "A raça não é um tema principal de O Livro de Mórmon. Quando se está falando de lamanitas, são sobretudo as diferenças culturais e espirituais".

Há uma "tentação de ler textos antigos, em termos de pressupostos modernos", 

disse ele. 

"Provavelmente todos na história foram racistas em termos de América moderna".

Hardy pensa que os nefitas eram racistas? Bem, sim, ele disse, mas isso não seria surpreendente.

Superado este elemento, Hardy disse, "provavelmente, no geral, se encaixa melhor no Livro de Mórmon."

Fonte:The Salt Lake Tribune, Lifestyle
Peggy Fletcher Stack
20 DEZ 2010
http://www.sltrib.com/sltrib/home/50882900-76/mormon-book-church-lamanites.html.csp 





segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

O culto à Abel em Gênesis JST

Texto traduzido e adaptado de Mild-Mannered Musings
 
Na tradução da Bíblia de Joseph Smith, Gênesis 17:3-7 descreve um antigo culto supostamente praticado pelos pais de Abraão, que centrava-se no sangue de Abel:

Genesis 17:3-7 (JST)

“E aconteceu que Abraão se prostrou sobre o seu rosto, e invocou o nome do Senhor. E Deus falou com ele, dizendo: Meu povo [...] desviou-se dos Meus mandamentos, e tomaram sobre eles a pureza das crianças, e o sangue da aspersão. E disseram que o sangue do justo Abel foi derramado pelos pecados, e eles não sabiam porque eram responsáveis diante de mim.

Joseph Smith "traduziu" esta passagem por volta de 7 de março de 1831 (para a cronologia da tradução de JST veja aqui), em uma fase em que o batismo infantil e o pecado original ainda eram importantes questões teológicas para Joseph Smith.

Smith aprentemente destinou esta passagem como um midrash* de Hebreus 12:24:

E a Jesus, o Mediador de uma nova aliança, e ao sangue da aspersão, que fala melhor do que o de Abel.

* Midrash = pode significar tanto um tipo de literatura quanto uma forma de interpretação da literatura bíblica.

A passagem em Hebreus contrasta o antigo pacto terrível (vv. 18-21) com a nova aliança (vv. 22-24). O referencial sobre o sangue de Abel é, sem dúvida, Gênesis 4:10-12:

“E disse Deus [a Caim, que acabara de matar seu irmão]: Que fizeste? A voz do sangue do teu irmão clama a mim desde a terra.
E agora maldito és tu desde a terra, que abriu a sua boca para receber da tua mão o sangue do teu irmão.
Quando lavrares a terra, não te dará mais a sua força; fugitivo e vagabundo serás na terra.”

Aqui o sangue de Abel, morto, "declara" uma maldição. Em contraste, Hebreus diz: o sangue derramado de Jesus "declara" uma bênção: ele se torna o "sangue expiatório da aspersão". (No Antigo Testamento, o sangue dos animais sacrificados era aspergido para fins de expiação e purificação - veja Lev. 5:9; 16:15).

Joseph Smith, aparentemente confuso com a alusão em Hebreus, cria um novo referencial para esta escritura.

Assim, ele nos descreve em Gênesis-JST 17:3-7 uma heresia cometida pelos "pais" de Abraão, onde o sangue de Abel, aparentemente, era tido como expiatório dos pecados, e onde o batismo infantil era praticado.

Curiosamente, esta é basicamente uma heresia judaico-cristã mais do que uma heresia pagã que Smith atribuiu aos pais de Abraão - no posterior livro de Abraão, que foi escrito em um momento em que as questões do pecado original e o batismo infantil não tinham mais interesse para o profeta Mórmon .

domingo, 19 de dezembro de 2010

Medo, obrigação, culpa e a busca da perfeição - parte 2

O medo em Doutrina e Convênios


Intencionalmente, o Livro Doutrina e Convênios, inicia com o que é denominado de seção 1, e é supostamente 
"o prefácio do Senhor às doutrinas, convênios e mandamentos dados nesta dispensação”. 

Segundo os SUDs, vivemos na última dispensação.
Porém, aquele que examinar e analisar cautelosamente o texto, perceberá claramente os princípios do medo, terror, exclusivismo, arrogância, orgulho, preconceito, intolerância religiosa, ameaças, usados em várias ocasiões pelo verdadeiro autor do prefácio, Joseph Smith.

Na realidade, na igreja mórmon, a doutrina da exaltação é simplesmente mais uma doutrina
estranha e baseada no medo. 
Os sentimentos experimentados pelo membro da igreja são um um misto de expectativa  - pela possibilidade de tornar-se um ser exaltado, viver na presença de “Deus” e tornar-se um “Deus”, ter sua esposa/esposo e filhos em sua companhia por toda a eternidade, ter filhos espirituais (progênie), criar mundos, etc. - e de grande medo - de não corresponder às expectativas estabelecidas pela doutrina da igreja.
Apenas fazendo um breve resumo, para ter o direito de habitar no Reino Celestial, na presença de “Deus” e de seu filho Jesus Cristo, e tornar-se um deus, o membro e toda a sua família devem ter:

- uma vida celestial aqui na mortalidade, 
- vivendo intensamente para a igreja, 
- doando todo seu tempo livre (e mesmo o não livre) para cargos e atividades dentro da igreja, 
- doando muito mais do que os 10% quase obrigatórios (pois sem eles, ninguém entra nos templos e a exaltação está perdida), 
- entre outras metas simplesmente inatingíveis.
Em seu blog, Evandro conta que, "certa ocasião, um membro de outra Ala que nos visitava durante a reunião do sacerdócio no Quórum de Elderes, levantou-se e disse:
“ 'Para nós, o que nos interessa é o Reino Celestial, os outros Reinos (Terrestrial ou Telestial) não nos interessa pois interessa apenas aos membros de outras religiões e não aos Santos dos Últimos Dias'.


"Diante de tais princípios doutrinários confesso que me senti orgulhoso e cheio de preconceitos ocultos em relação às outras religiões."
O que a igreja diria a respeito dos sentimentos de orgulho e preconceitos em relação a outras religiões? 

Certamente diria que aqueles sentimentos eram do Evandro, não tendo a igreja (com sua doutrina que estimula tais sentimentos) absolutamente nenhuma relação com isso.

Assim, ela se exime  da responsabilidade de induzir na mente dos membros sua doutrina exclusivista, apesar de todos, em todos os encontros, reuniões, orações, etc, afirmarem que a igreja SUD é a única detentora de toda a verdade e da plenitude do Evangelho Eterno (DeC 43; DeC 65:1-6).

Para dar suporte a tais ensinamentos, foram estabelecidos princípios doutrinários que estimularam e estimulam o medo:

Medo de perder a exaltação (habitar com Deus e Jesus Cristo no Reino Celestial) e mais do que isso, deixar de ser um Deus e privar-se da companhia de seu cônjuge e filhos terrenos, perdendo também a possibilidade de ter filhos espirituais (progênie), criar mundos, ser herdeiro de tudo que o Pai Celestial possui.

Interessante que esse castigo eterno dá-se em função de uma vida de 80 anos. Matematicamente, 80 anos comparados à eternidade significa zero. Portanto, TUDO será perdido para a eternidade por um período ínfimo (zero) de vida!!!

O princípio do medo também inclui, como não poderia deixar de ser, os bens materiais dos membros da igreja. Esse ensinamento está relacionado ao dízimo, conforme DeC 119: 5:

"Em verdade vos digo: Acontecerá que todos os que se reunirem na terra de Sião darão seus bens excedentes como dízimo e observarão esta lei; caso contrário, não serão considerados dignos de habitar entre vós."

Portanto, os não pagadores do dízimo, são indignos de estar entre os pagantes....

Certamente, isso não é tudo. Veja esta ameaça em DeC 64:23:

"Eis que o tempo presente se chama hoje até a vinda do Filho do Homem e, em verdade, é um dia de sacrifício e um dia para o dízimo de meu povo; pois aquele que paga o dízimo não será queimado na sua vinda."

Alguns afirmam que não se trata de um fogo literal, mas de  uma consciência pesada. Na realidade, o terror e medo induzidos são os mesmos

No inicio da igreja, Joseph Smith e Sidney Rigdon tentaram implementar a “Lei de Consagração” (DeC 42:30-34, 55; DeC 54:4-6), expropriando os bens de membros da igreja e deixando ou concedendo como “mordomia” apenas o mínimo necessário para o membro e seus familiares sobrevivessem. 

Portanto, os bens "do Senhor" eram distribuídos pelos lideres máximos da igreja ao seu bel prazer e apenas segundo os seus próprios julgamentos (DeC 51:13,14). Certamente, muitas injustiças foram feitas.

"E também, que o bispo designe um armazém para esta igreja; e que todas as coisas, tanto em dinheiro como em mantimentos, que ultrapassem as necessidades deste povo, conservem-se nas mãos do bispo"
"E que ele também reserve o necessário para suas próprias necessidades e para as necessidades de sua família, já que estará tratando deste negócio."

Assim, a liderança da igreja se locupletava e se beneficiava daquilo que antes era propriedade dos membros da igreja (e que deveria ser dividido igualmente entre todos), mas que era usufruído por Joseph Smith, família e amigos.

O laço com a igreja era tão forte que, depois de ter todos os seus bens "roubados" pela igreja, a família recebia apenas o mínimo. Mas se decidisse se desligar da igreja, não poderia reinvidicar o que antes lhe pertencera! (DeC 51:5)

"E se transgredir e não for considerado digno de pertencer à igreja, não terá poder para reclamar a porção que consagrou ao bispo para os pobres e necessitados da igreja; portanto ele não conservará a dádiva, mas terá direito somente à porção que tenha recebido por documento"


Portanto, as perdas, naquela época, eram tanto emocionais quanto monetárias.

Atualmente, ouve-se a máxima na igreja SUD: Se você é um pagador do dízimo e está com problemas financeiros, é apenas passageiro, pois Deus o está testando. Se você for bem-sucedido, são as bênçãos do dízimo.

Se você não paga o dízimo e está com problemas financeiros, é a consequência de não obedecer esse mandamento. Porém, se você for bem-sucedido, é Satanás que está tentando-o a quebrar a lei do dízimo!


É fácil observar também o princípio do terror e medo direcionado aos PAIS na igreja em relação a seus filhos. Se estes não influenciá-los, induzi-los e conduzi-lospara a igreja “Mórmon”, desdeseus 8 anos de idade, o pecado será dos próprios pais!!! (DeC 68:25-28).
"25 E também, se em Sião ou em qualquer de suas estacas organizadas houver pais que, tendo filhos, não os ensinarem a compreender a doutrina do arrependimento, da fé em Cristo, o Filho do Deus vivo, e do batismo e do dom do Espírito Santo pela imposição das mãos, quando tiverem oito anos, sobre a cabeça dos pais seja o pecado.

26 Pois isto será uma lei para os habitantes de Sião ou em qualquer de suas estacas que estejam organizadas.

27 E seus filhos serão batizados para a remissão de seus pecados quando tiverem oito anos de idade; e receberão a imposição das mãos.

28 E também ensinarão seus filhos a orar e a andar em retidão perante o Senhor."


Com relação ao que era antes denominado de livre arbítrio, na realidade só há uma única escolha: aceitar a doutrina SUD. Isso porque, aqueles que não a aceitarem,  terão um único destino: 

DeC 68:9
"9 E aquele que crer e for batizado será salvo; e quem não crer será condenado."

DeC 75:19-22
"19 E em qualquer casa que entrardes e fordes recebidos, deixai nessa casa vossa bênção.
20 E de qualquer casa em que entrardes e não fordes recebidos, saireis rapidamente e sacudireis o pó de vossos pés, como testemunho contra eles.
21 E encher-vos-eis de regozijo e de alegria; e sabei que no dia do julgamento sereis juízes daquela casa e condená-la-eis;
22 E será mais tolerável para o pagão, no dia do juízo, do que para aquela casa; portanto cingi vossos lombos e sede fiéis; e vencereis todas as coisas, e sereis elevados no último dia. Assim seja. Amém."

DeC 99:4,5


"4 E quem te rejeitar, será rejeitado por meu Pai e sua casa; e limparás teus pés nos lugares secretos ao longo do caminho, como testemunho contra eles.
5 E eis que depressa venho para julgar, para convencer a todos de suas ações iníquas cometidas contra mim, conforme está escrito sobre mim no livro."

Não se engane. As escrituras acima falam sobre as doutrinas da igreja SUD e não sobre Jesus Cristo (que, para os SUDs, é a mesma coisa).

Porém o que mais chama a atenção é o princípio estranho e confuso dos "filhos de perdição". Creio que particularmente os próprios membros da igreja não tem uma compreensão clara sobre esse assunto.

Na realidade, parece ser um tipo de "dúvida estimulada" pela igreja, que visa manter controle sobre seus membros e deixá-los em permanente dúvida, para que nunca sequer  saibam se estão ou não se tornando “filhos da perdição” . Em DeC, seção 76, há uma discussão sobre quem seriam os filhos da perdição. Aqui coloco alguns versículos:
 
"31 Assim diz o Senhor concernente a todos os que conhecem o meu poder e dele foram feitos participantes; e que se deixaram vencer pelo poder do diabo e negaram a verdade e desafiaram o meu poder—
32 Estes são os filhos de perdição, de quem eu digo que melhor lhes fora nunca terem nascido;

34 Sobre os quais eu disse que não há perdão neste mundo nem no mundo vindouro—
35 Tendo negado o Santo Espírito, depois de havê-lo recebido, e tendo negado o Filho Unigênito do Pai; tendo-o crucificado dentro de si e tendo-o envergonhado abertamente.
36 Estes são os que irão para o lago de fogo e enxofre com o diabo e seus anjos—...
48 Portanto seu fim, sua largura, altura, profundidade e miséria eles não compreendem, nem homem algum, a não ser os que são ordenados a essa condenação."
  
De acordo com a doutrina SUD, todos os batizados recebem a confirmação do Espírito Santo de que a igreja SUD é a única verdadeira. Portanto, aqueles que se afastam, e que dizem nào ter recebido tal confirmação (os que descobrem depois que o ser humano pode fabricar qualquer tipo de sentimento) estão, a princípio, negando a confirmação do Espírito Santo. 

Esses seriam os filhos da perdição?

Seriam, todos aqueles que viram o erro da decisão que tomaram, sem conhecer a igreja e suas doutrinas, os filhos da perdição?

Existe ainda um outro propósito além de amedrontar os membros a não se afastarem da igreja SUD: que os dissidentes permaneçam calados e não manifestem suas opiniões e conclusões contrárias às doutrinas da igreja em público!!!!

Além das ameaças escritas, há ainda uma Ação Disciplinar Formal da Igreja para aqueles membros que manifestam suas opiniões publicamente. Caso não se retratem  e se arrependam, são excomungados e acusados de apostasia. 

Vejamos o que diz o Manual de Instrução da Igreja em seu volume 1: 

APOSTASIA – Na acepção usada neste manual, o termo apostasia refere-se a membros que: 1. Repetidamente agem em clara, ostensiva, deliberada e pública oposição à Igreja ou a seus líderes;...” (MII Vol. 1 - Presidências de Estaca e Bispados – 2006 – 10 – Ação Disciplinar da Igreja – Conselhos Disciplinares - p. 117).

É, portanto, extremamente cômodo para a igreja que um membro inativo, que descobre  ser a doutrina da igreja uma grande farsa, fique calado, jamais as manifestando publicamente. 

Ao fazê-lo, recebe ainda o nome pejorativo e incorreto de "anti-mórmon" (que fique claro que o ex-mórmon é anti-doutrina SUD e não anti membros da igreja. Seria o mesmo dizer que os mórmons são anti-católicos, anti-metodistas, anti-semitas, etc).

 É evidente que ao manifestar suas idéias, ex-mórmon desperto pode despertar outras pessoas entorpecidas por tal doutrina, provocando com isso o afastamento de outros da igreja. 

Como a igreja trabalha com números (mesmo se os membros forem inativos) e com dízimos, possíveis excomunhões e perda de dizimistas seria o início do caos.

Ainda, os dízimos arrecadados são enviados  para Salt lake City, Utah, EUA, e  parte do que foi arrecadado retorna às Alas através de depósitos em conta bancária por unidade (Ala), denonimado "fundos de orçamento". 

Este valor é calculado conforme a frequência total de membros nas reuniões sacramentais realizadas todos os domingos, apuradas semanalmente e remetidas em relatórios trimestrais a sede da igreja em Salt Lake City, EUA. 



Texto adaptado de: