segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
DOUTRINA SUD - Sobre relações sexuais e filhos - parte 2
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DOUTRINA SUD - Sobre relações sexuais e filhos - parte 1
Antes de iniciar esta série de postagens, inicio com alguns discursos e escrituras sobre a importância das palavras dos profetas:
"Alguns membros estão constantemente avaliando o evangelho pelos padrões do mundo. Eles podem pensar: 'Isso não é como eu acho que o Senhor desejaria que fosse feito', ou 'Baseado na minha compreensão das escrituras, a posição da Igreja deveria ser...' "
"Outras reservas comuns são marcadas por palavras como ‘sim, mas...' quando as escrituras ou os profetas são citados. Ou podemos ouvir: ‘Eu não vou deixar a Igreja tomar decisões por mim.’
"Para nós, ‘acreditar em todas as coisas’ significa acreditar na doutrina do evangelho restaurado de Jesus Cristo, bem como nas palavras dos profetas dos Últimos Dias. Significa apagar com sucesso as nossas dúvidas e reservas. Isso significa que, ao fazermos convênios espirituais, estamos preparados para não voltarmos atrás. Isso significa que estamos prontos para consagrar a nossa vida à obra do reino."
"Obediência incondicional ao Senhor indica que a pessoa desenvolveu fé e confiança Nele ao ponto em que ele ou ela considera toda a instrução inspirada - seja registrada como escrituras ou nas palavras dos profetas modernos - está digno para obedecer."
"Vamos acreditar em todas as coisas. Vamos ter uma fé inquestionável em todas as doutrinas e verdades do evangelho restaurado." - Elder Robert Oaks, "Believe All Things" Church Ensign, July 2005, page 30
Doutrina e Convênios 68:4
"E tudo o que disserem quando inspirados pelo Espirito Santo será Escritura, será a vontade do Senhor, será a intenção do Senhor, será a palavra do Senhor, será a voz do Senhor e o poder de Deus para a salvação".
Doutrina e Convênios 1:38
"O que eu o Senhor disse, isso disse e não me desculpo; e ainda que passem os céus e a Terra, minha palavra não passará, mas será totalmente cumprida; e seja pela minha própria voz, seja pela voz de meus servos, é o mesmo".
O que a igreja SUD fala sbre métodos contraceptivos e quantidade de filhos?
Vejamos:
"Quando um homem e uma mulher são casados e concordam, ou se comprometem, a limitar sua progênie a dois ou três filhos, e empregam artifícios com esse propósito, são culpados de iniquidade que, no final, deve ser punida."
"Infelizmente, esta doutrina maléfica está sendo pregada como virtude por muita gente que se considera culta e altamente instruida. Tem-se insinuado mesmo entre membros da igreja e foi defendida em algumas classes dentro dela."
"Deve ficar entendido definitivamente que esse tipo de doutrina não é apenas não endossada pelas autoridades da Igreja como também condenada por elas como iniquidade aos olhos do Senhor." (Doutrina de Salvação Vol. II Sermões e escritos de Joseph Fielding Smith. pag. 87).
"O controle da natalidade é uma iniquidade. O mau uso desse convênio sagrado foi a causa principal da queda das nações. Quando os votos sagrados do casamento são violados e propósito real do casamento é desrespeitado, como vemos de modo tão generalizado no mundo hoje, a destruição é inevitavel." (Profeta Joseph Fielding Smith, Doutrinas de Salvaçao, Vol.2, p. 87 - em inglês)
"É uma iniquidade gritante a existência do sentimento ou propensão entre os membros da Igreja de limitar os nascimentos de filhos. Considero um crime o fato de um marido e uma mulher em plena saúde e vigor e livres de impurezas limitarem a sua posteridade."
"Creio que quando as pessoas limitam ou impedem o nascimento de filhos, vão acabar por se decepcionar. Não hesito ao afirmar que esse é um dos maiores crimes do mundo hoje, essa prática iniqua." (Bruce R. McConkie, Mormon Doctrine, p.86)
"O problema do controle da natalidade e da esterlidade voluntária está envenenando as próprias fontes da vida e desafiando o mandamento de Deus de multiplicar-nos e encher a Terra". (Hugh B. Brown, The Abundant Life, p.244).
"Há multidões de espíritos puros e santos esperando para ter tabernáculos de carne e osso. Então, qual é o nosso dever como membros da Igreja? Preparar tabernáculos para eles: temos que agir para não permitir que esses espiritos nasçam em familias de ímpios, onde aprenderão iniquidade, depravação e toda sorte de crimes." (Brigham Young, Discourses of Brigham Young', p. 197).
Portanto, é claro que a igreja estimula que seus membros tenham muitos filhos, e que não usem qualquer tipo de contraceptivo.
Mas e o planejamento familiar?
Como fica a qualidade de vida da família? A qualidade da alimentação, estudo, etc?
Os SUDs sempre devem ter fé que Deus proverá? Isso usar a inteligência?
A história de Joseph Fielding Smith, Patriarca da Igreja SUD
Texto adaptado de Afirmação no Brasil
Graças às investigações realizadas por autores tais como Connell O'Donovan, D. Michael Quinn, Irene Bates, E. Gary Smith, e Gary James Bergera, hoje conhecemos em detalhe a incrível história do Patriarca Joseph Fielding Smith.
Para realizar esta compilação consultei diversas fontes, porém sobre tudo dois artigos preparados pelo escritor Connell O'Donovan, "Chronology of Events on Patriarch Joseph Fielding Smith’s Homosexuality" e "'The Abominable and Detestable Crime Against Nature': An Expanded History of Homosexuality & Mormonism, 1840-1980".
Agradecemos profundamente a O'Donovan por seus anos de dedicação em investigar esta parte tão importante da história SUD.
Joseph Fielding Smith exerceu a função como Patriarca Presidente da Igreja SUD entre 1942 e 1946. Em 6 de outubro de 1946 o Patriarca Smith foi jubilado pelo que os líderes da Igreja qualificaram de "enfermidade", e enviado ao exilio no Hawai.
Porém a verdade é que a única enfermidade padecida pelo Patriarca Smith era o resultado do sofrimento por haver escondido durante toda sua vida sua identidade homossexual.
O Patriarca Smith nasceu em 30 de junho de 1899, em Salt Lake. Era o filho mais velho de Hyrum Mack Smith e Ida E. Bowman, neto do Presidente Joseph F. Smith, e portanto sobrinho do Presidente Joseph Fielding Smith.
Entre 1924 e 1925 Smith havia viajado a Illinois e Inglaterra para completar um mestrado em teatro e oratória. Após seu regresso, Smith, que era solteiro e de 27 anos de idade, foi nomeado instrutor de teatro e oratória na Universidade de Utah.
De acordo com Cynthia Blood, que foi aluna de Smith na universidade,
"todos sabiam que Maud May Babcock e Joseph F. Smith eram gays"
e ambos os professores paqueravam os alunos.
Em 1926 Smith começou uma relação íntima com Norval Service, um jovem atleta, estudante na universidade e seis anos mais novo que ele.
Aparentemente a relação com Norval Service continuou até 1929, o ano em que Smith contraiu matrimônio com Ruth Pingree. Service se casou um ano mais tarde, porém nunca teve filhos.
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| Heber J. Grant |
Em 1942, após uma década sem Patriarca, o Presidente da Igreja, Heber J. Grant ordenou Joseph Fielding Smith a este cargo.
Alguns mórmons se surpreenderam ao ouvir o anúncio, porque sabiam que Smith era gay e tinha relações com outros homens.
De fato, nesta época Smith havia tido relações íntimas com outro homem: Byram D. Browning, que havia sido aluno da Universidade entre 1942 e 1943 e logo após, servido na Armada dos Estados Unidos entre 1943 e 1946.
Em 1946, os líderes da Igreja convidaram Browning que enviasse os documentos para sair como missionário. Porém Lorenzo D. Browning havia descoberto que seu filho havia mantido uma relação íntima com nada menos que o Patriarca Presidente da Igreja, de 46 anos de idade.
O pai pediu uma audiência com a Primeira Presidência, então composta por George Albert Smith, J. Reuben Clark e David O. McKay.
O pai pediu uma audiência com a Primeira Presidência, então composta por George Albert Smith, J. Reuben Clark e David O. McKay.
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| J. Reuben Clark, George Albert Smith e David O. McKay |
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| George Albert Smith |
Apesar da gravidade da acusação contra o Patriarca Smith, a Primeira Presidência decidiu não excomulgá-lo.
Ele foi desobrigado da maneira mais discreta possivel, e alegando problemas de saúde, foi exílado em Honolulu, no Hawai, com toda sua família, para ensinar teatro na Universidade que a Igreja havia ali estabelecido.
Sugeriram ao presidente da estaca de Honolulu que não lhe permitissem dar discursos nem lhe oferecessem qualquer chamado.
Esta é a carta que o Patriarca Smith enviou a George Albert Smith:
"Querido Presidente Smith:
Como bem sabe, faz muitos meses que estou enfermo. Ainda que estou lentamente recobrando as forças, e espero poder trabalhar no futuro próximo. Não sei se poderei recuperar, nem quando, as energias inerentes ao ofício de Patriarca da Igreja.Como o senhor sabe, os deveres do Patriarca trazem uma carga de trabalho mui pesada. Posto que um único homem ocupa esse ofício, se tal pessoa se acha consideravelmente incapacitada, a tarefa fica sem ser realizada.Eu bem sei que alguém não renuncia nem pede para ser desobrigado de tal chamado puramente por razões de conveniência pessoal, do mesmo modo que alguém não pede para receber esse chamado. Meu mais fervoroso desejo é que a obra do Senhor prospere.Em vista de tudo isso, escrevo para dizer-lhe que, se o senhor deseja que eu continue, farei tudo o que eu puder. Porém se o senhor sentir que a Igreja se beneficiará se me desobrigar nesta ocasião, desejo que o senhor se sinta com total liberdade para fazê-lo. Estou escrevendo-lhe esta carta para que o senhor saiba que tem meu completo apoio, seja qual for sua decisão.
Estou agradecido pela bondade do Senhor a mim e aos meus.
Continuo orando para que o Senhor derrame suas mais ricas bençãos sobre você.
Seu irmão,
Joseph F. Smith"
Entre 1952 e 1954, John Reese, que vivia em Honolulu na mesma estaca que Joseph e Ruth Smith, tornou-se amigo da família, especialmente da esposa Ruth.
Ruth revelou a John a verdadeira razão do exilio em que a família vivia no Hawai: Joseph Fielding Smith era homossexual e havia tido relações com vários homens, incluiendo um homem cujo nome era Wallace, colega de Smith na Universidade de Utah.
Em 1957, após haver "realizado uma confissão completa perante sua esposa e perante a Primeira Presidência", o Presidente David O. McKay autorizou aos líderes eclesiásticos de Honolulu que extendessem chamados ao ex-Patriarca Smith.
Por nunca ter sido excomulgado ou sequer desassociado, não foi necessário realizar nenhuma ação eclesiástica para reabilitar Smith.
Em pouco tempo, Smith começou a exercer a função de Sumo Conselheiro de sua estaca.
Em 13 de abril de 1958 Ruth Pingree Smith enviou uma carta ao Presidente David O. McKay agradecendo-lhe que o marido agora pode servir na Igreja. Ruth escreveu:
"Eu sei, melhor que ninguém, a grande prova que nossa familia está sendo para você e para as autoridades [da Igreja]."
De volta de seu exilio no Hawai, Smith morreu em 29 de agosto de 1964 em Salt Lake. Enterraram-no no cemitério da cidade, onde também está a tumba de Norval Service, um de seus amantes.
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| A tumba do Patriarca Presidente Joseph Fielding Smith e sua esposa Ruth Pingree no cemitério de Lago Salgado. |
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| A tumba de Norval M. Service, um dos amantes do Patriarca Smith, no cemitério de Lago Salgado |
Depois de viver por anos na Califórnia do Sul e em São Francisco, Byram D. Browning também terminou no Hawai, onde está internado em uma clínica geriátrica para pacientes com Alzheimer.
Aqui levantamos várias questões muito sérias, uma vez que a homossexualidade é tão condenada pela igreja SUD:
- Se as autoridades são escolhidas por Deus, através de revelações, por que Joseph Fielding Smith foi chamado para ser Presidente Patriarca da igreja?
- Ao ser descoberto, ele não foi nem ao menos desassociado. Mas sabemos que, por muito menos, pessoas sem nenhum vínculo com a Liderança da igreja são excomungadas.
Independente de sua opção sexual, porque essa diferença de tratamento dentro da igreja?
Setembro de 2005
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Fontes:
Bates, Irene, & E. Gary Smith. Lost Legacy: The Mormon Office of Presiding Patriarch (Urbana : University of Illinois Press, 1996).
Bergera, Gary James, "Grey Matters", 7th East Press, 27 de novembro de 1982, p. 15.
Bergera, Gary James, "Love, Sex, and Transgression: Approaching the Unapproachable in Mormon Biography," Salt Lake City, Sunstone Symposium, 30 de julho de 2005, Seção #351.
O'Donovan, Connell, "Chronology of Events on Patriarch Joseph Fielding Smith’s Homosexuality".
O'Donovan, Connell, "'The Abominable and Detestable Crime Against Nature': An Expanded History of Homosexuality & Mormonism, 1840-1980".
Quinn, D. Michael, Same-Sex Dynamics among Nineteenth Century Americans: A Mormon Example (Univ. of Illinois, 1996), pp. 369-371.
Quinn, D. Michael, The Mormon Hierarchy: Extension of Power (Signature Books, 1997), pp. 127-128.
Bergera, Gary James, "Grey Matters", 7th East Press, 27 de novembro de 1982, p. 15.
Bergera, Gary James, "Love, Sex, and Transgression: Approaching the Unapproachable in Mormon Biography," Salt Lake City, Sunstone Symposium, 30 de julho de 2005, Seção #351.
O'Donovan, Connell, "Chronology of Events on Patriarch Joseph Fielding Smith’s Homosexuality".
O'Donovan, Connell, "'The Abominable and Detestable Crime Against Nature': An Expanded History of Homosexuality & Mormonism, 1840-1980".
Quinn, D. Michael, Same-Sex Dynamics among Nineteenth Century Americans: A Mormon Example (Univ. of Illinois, 1996), pp. 369-371.
Quinn, D. Michael, The Mormon Hierarchy: Extension of Power (Signature Books, 1997), pp. 127-128.
domingo, 23 de janeiro de 2011
Depoimento de uma SUD ativa
De tempos em tempos, a igreja SUD lança campanhas para mostrar ao mundo como é "enriquecedor" pertencer à essa igreja.
Vários produtos, como camisetas, broches, adesivos, bonés, entre outros, são vendidos pelo mundo todo. Abaixo, alguns exemplos:
Porém, as coisas não são exatamente assim.
Aqui reproduzo um desabafo de uma SUD, que eventualmente poderá ser apagado da comunidade.
Atualmente, ele encontra-se neste endereço: http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=6278947&tid=5312930800637431542&na=4&nst=481&nid=6278947-5312930800637431542-5552675085458451374
Em 20/12/2010:
Eu acho que certas coisas atormentam a vida de uma pessoa que não é mais da igreja. Eu vou dizer o que penso.
Na Igreja temos muitos sentimentos de culpa, e isso não faz bem a ser humano nenhum. Pois a chave da felicidade é exatamente o contrario; a aceitação. E não existe aceitação quando o ser só fica se culpando de tudo o que fez e tem medo sempre do pior acontecer.
O que gosto no Novo Testamento e sobre os ensinamentos de Jesus, é que ele sempre ensinava que tinhamos perdão, que ele veio para perdoar e não para julgar. Eu com a minha sincera opinião penso que a Igreja em si deveria agir melhor neste quesito. Livros como "O Milagre do perdão" deveria ser proibidos. Por que este tipo de livro só mostra que não é possível ter perdão, porque somos miseráveis e Deus não perdoa facilmente nada. Isso não é verdade!
Diz a Biblia que Deus é misericordioso, e Jesus veio nos salvar do pecado.
A Igreja pinta o arrependimento como se fosse algo as vezes impossivel.
E não é, pelo menos para mim. As vezes erro e me arrependo, e as vezes caio no mesmo isso, e eu vos digo que não significa que eu não tenha me arrependido, eu simplesmente errei de novo. Todos dizemos que não caimos no mesmo erro, isso é a maior mentira, e pior mentira é mentir para si mesmo e achar que não fazemos isso, fazemos sim e fazemos constantemente.
Algo de grande valor eu aprendi na Igreja, que devemos todos os dias nos aperfeiçoar e tentar ser melhores. Mas isso não implica por que erramos ter esperar um ano para ser perdoado. quem diz que Deus faz nos esperar um ano? Um profeta moderno?
Para Deus não existe ano, meses e nem dias. Para Deus existe sinceridade, coração, ou falta dele.
E me indigna muito um membro ter sido exomungado muitas vezes por um motivo bobo e tentar voltar para a igreja depois de 10, 20 anos e não conseguir.
Isso acontece com alguns e estes se revoltam por não conseguir o tal perdão de "Deus". mas será que Deus não perdoou estas pessoas ou será que a Igreja não confia nestes individuos`?
O fato é que o sentimento de culpa causado nestas pessoas as tornam cada dia piores, cada dia mais fracas, e cada dia mais magoadas com aIgreja, dai vemos diariamente anti-mórmons.
E eles tem culpa?
Talvez alguns sim, talvez alguns não
Mas se a igreja não enfiasse tanto estes sentimentos de culpas nas pessoas, talvez quando elas saissem elas fossem um pouquinho melhores. Eu sei de uma coisa; Deus é muito mais misericordioso e bondoso do que a Igreja Sud diz que Ele é. Disso eu tenho meu testemunho.
Digo isso, porque eu não frequentei a Igreja durante alguns anos, e estes sentimentos de culpa acabaram com a minha vida. Eu já cheguei ate pensar que era louca, ou não gostar mais de ser quem eu era. Isso é a pior coisa do mundo, você não aceitar quem você é porque sabe que você tem pecado. Mas ao olhar cidade a fora eu vejo pessoas e pessoas cometendo as mesmas coisas que eu ou pior. E eu digo que até hoje eu sofro com este sentimento. Eu como eu gostaria de que estes sentimentos não existissem.
Não é apenas saber que se esta pecando. Uma pessoa passa a ter medo de fazer coisas comuns por medo de pecar. Isso causa uma espécie de pânico ou mania. Isso não faz bem.
E mtos da igreja ainda vão dizer que estes sentimentos são bons porque é sinal que estamos nos arrependendo, errado! Não são bons, como pode um individuo viver toda a sua vida com estes sentimentos ruins? A ponto de isso tomar conta de todo o seu ser? A ponto de ter medo, por que vai queimar nas chamas do inferno, ou porque não verá seus filhos na tal exaltação? Eu sei que muitos com palavras do Evangelho podem me explicar isso, mas ninguém consegue se ver livre deste pensamento de culpa.
Eu vi um video estes dias no youtube, o que as pessoas pensam dos mormons?
E muitos responderam que os mormons eram pessoas que estava sempre tristes e que não podiam nem sorrir.
Será que o mormonismo está de verdade ensinando as pessoas a serem felizes? Acho que não!
Antes de eu entrar para a Igreja eu nunca duvidei da existência de Deus.
Desde que eu passei a ver um outro tipo de Deus, um que pede arrependimento com prolongação de um ano a 20, ou nunca, eu passei a duvidar até que Ele existe.
Muitos aqui sabem disso.
Pois eu cresci numa escola evangelica, depois adquiri conhecimentos católicos, pois frequentei alguns anos a católica e minha fé em Deus era algo que nunca se abalava. Eu não questionava, eu só acreditava. Desde que eu me tornei membro, eu me pergunto se Deus existe mesmo, e se Ele existe como ele pode ter me feito e depois me odiar tanto?
...antes de eu ser Mormon eu pensava que Deus estaria sempre ali, e depois que tornei-me mormon constantemente eu me pergunto sobre a existência dele. Não pelas coisas que me aconteceram pois agora eu nunca tinha perdido a fé em Deus. Mas não só eu como muitas pessoas depois de se tornarem membros e depois de sairem da igreja se tornaram ateus. Podem ver o caso de alguns que já apssaram aqui na comunidade não vou citar nomes mas muitos aqui sabem que isso já aconteceu a vários. O fato é que o mormonismo faz você pensar ou é o mormonismo ou não é nada, então quando saem da Igreja deixam de ter fé até em Deus, passam a não acreditar em nada e nem em religião nenhuma. Isso é fato e todos nós sabemos.
Então pergunto a vocês, que tipo de sentimento causa isso se não for o da culpa?
Antes de eu entrar na igreja embora eu pecasse como todos pecam, eu pensava que eu era uma pessoa boa digna de salvação. Até entrar para a Igreja, e agora com toda esta historia de exaltação, faz a pessoa ficar se sentindo pouco merecedora, mais pecadora do que outras, se não for motivo de causar culpa eu não sei o que é.
***entendo seu ponto de vista e pode até se aplicar em alguns casos.
O fato é que poucos tem coragem de vir aqui e dizer a verdade sobre culpa como eu estou dizendo, poucos tem coragem de demonstrar o quanto podem ser fracos.
Então muitos mesmo que não pareçam não demonstrem sentem estas coisas. Muito pior fica se sair da igreja. O fato é que antes do mormonismo tanto fazia estar vivendo uma religião ou não, que não tinham estes sentimentos.
..."como se tivéssemos perdido nossas almas, e tivéssemos nos tornados robôs."
***, muitas vezes eu me senti assim, quando repetia todas aquelas frases feitas da igreja, eu acredito, eu dou meu testemunho, sem ao menos mudar uma palavra de lugar.
E vejo que isso acontece com muitos. Eu gosto de vir a ** por aqui os membros são diferentes deste tipo robôs que você citou, aqui raramente vemos estas repetições chatas que vemos todos os domingos.
As vezes eu me sinto como ele citou, como se eu tivesse perdido minha alma, já que eu não vou ter a exaltação, minha alma esta perdida, e ainda sim se eu viesse a ter, que grande coisa seria se os que amo eu não pudesse ter comigo.
Osho estava certo, este negócio de apego nos faz acreditar em tantas besteiras. O certo seria se amassemos a todos e não só aos nossos porque os nossos as vezes não são nossos, e ninguém fica com ninguém para sempre, só o amor pode unir as pessoas. Amor é algo que não pode ser egoísta, eu amo minha familia, vou selar toda minha familia e viveremos todos uma eternidade felizes, não é assim. Todos nós somos uma grande familia.
Porque intimidar tanto uma pessoa, porque ameaçar tanta uma pessoa que se ela não for assim ou assado, se ela não selar se ela não selar todo o seu passado, ela não será salva?
Jesus disse; Aquele que acreditar em min já estara salvo.
Ele não disse; aquele que acreditar na minha igreja ou se selar no Templo. Nem Joseph Smith disse isso.
Vou lhe fazer uma pergunta:
Um homem normal peca a vida inteira certo?
Se ele for se sentir muito mal se sentir culpado demais por tudo toda vez que ele pecar, você acha que este homem consegue ser feliz com tanto sentimento de culpa?
Como uma pessoa pode se culpar por xingar uma vez, ou por não atender os missionários por estar de saco cheio, e ser feliz?
Olha porque para a Igreja até beijar antes do casamento é pecado!
Então como um homem convive com sentimento de culpas por tudo o que ele fez na vida e consegue ser feliz me responde?
Por que se vocês são felizes onde está o semblante de felicidades de vocês?
Porque o meu se foi há 11 anos atrás, e assim eu tenho visto em "todos" os membros da Igreja.
Deus quer a felicidade do homem acima de tudo. Por isso ele se tornou fácil o caminho do perdão. Não é como a Igreja diz, você precisa ficar um ano de jejum sem sacramento, para ser perdoado.
Nossa isso é bobagem me desculpe, mas é o que penso.
As vezes nossa consciência é manipulada por idéias que não são nossas e estas ideias fazem o homem sofrer e não apenas o fato de ele se sentir mal por ter feito algo. Tudo bem em sentir mal, todo mundo se sente mal quando faz algo errado, mas sentir que perdeu Deus, que Deus vai me virar as costas e me entregar nas mãos de satanás porque eu não segui a risca? Começamos ate a duvidar que Ele é Deus. Pois
nem meus pais por amor não me cobravam tanto assim.
Se Deus é um Deus tão poderoso e tudo sabe, porque ele fez criaturas e umas são ruins e outras boas? umas obedientes e outras não? Ou vai dizer que Ele não sabia o que estava criando? Se Ele sabe bem quem somos e porque somos assim, porque Ele nos cobraria tanto assim? Qual motivo lógico para isso tudo? O que Ele ganha com isso? O que ganhamos com isso?
Viver uma vida de culpas, obediência, adoração, somente pensando numa vida futura? E que nem se quer conseguimos acreditar que somos merecedores?
Que alegria temos? que felicidade temos?
Se nossa vida é só se humilhar a um Deus para um dia estar a presença dele e o adorar?
Será que se existe um Deus, a única coisa que Ele quer de nós é que adoremos Ele?
Porque se for qual a diferença entre Ele e satanas?
Sobre o Livro de Mormon, nada, mas nem os sud estudiosos conseguiram provar nada, se ele foi mesmo traduzido, ou encontrado ou copiado, ou nada, absolutamente nada. E nada foi encontrado sobre povos que pudessem ter sido ou ter a genética judaica nas pessoas que viviam neste continente antes de chegarmos aqui.
Isso intriga.
Mas não deixo de dizer que o LM é um livro inspirado que chama o homem ao arrependimento e que aproxima o homem de Deus.
É difícil a Igreja acabar com a vida de uma pessoa.
Mesmo porque um local só acaba com uma pessoa se desabar em cima da cabeça, rs...
Mas que muitos membros e líderes podem, podem sim, e nem sempre os que sofrem ou passam por decepções são culpados. O caso de mulheres que se casaram com homens da igreja e estes homens as abandonaram ou fizeram da vida delas um inferno. Eu não culpo estas mulheres e nem digo que a culpa sejam delas. E nem culpo pessoas que foram ma interpretadas da igreja ou foi pega por um bispo maluco e passou por coisas que nem dizem os manuais, sim as pessoas tem capacidades para tentarem e até prejudicarem de verdade a vida das outras.
O que você diz ser mentira ***você esta querendo dizer que a Igreja esconde coisas, ou não as deixam tão claras como alguns como nós acha que deveria ser? É isso?
As vezes me pergunto porque uma pessoa primeiro não le a D&C e depois pergunta para Deus se tudo é verdade? Porque nos dão chance a obter a D&C bem depois que estamos na Igreja? Porque não estamos preparados? Isso é o mesmo que dizer que não temos condições de pensar o que somos irracionais ou que não temos direito de escolher algo sabendo de tudo porque não estamos preparado. Eu gostaria primeiro de saber de tudo para depois decidir se eu ia me batizar. Isso é justo.
Nossa seria muito bom ter lido tudo antes. Eu sei que os missionários que me ensinaram teriam paciência para isso. Mas na epoca eu nem tinha noção sobre estas coisas. A primeira vez que eu vi falarem de poligamia em um grau maior foi aqui na **há uns 3 anos atrás.
Não... ser mórmon não é ser feliz!
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